Sábado, 5 de Abril de 2008

Comerciantes Do Bolhão abrem guerra e querem nova associação

Manuel Vitorino, Alfredo Cunha

    Ouvem-se vozes de revolta nas bancas do Bolhão e, desta vez, o ruído vai directo aos ouvidos do presidente da Associação dos Comerciantes, Alcino Sousa. "A sua actuação é prepotente. Não esclarece as pessoas e faz acordos sem estar mandatado", critica Hélder Francisco, comerciante de peixe e, igualmente, membro da direcção da associação. "Estou tranquilo. Só não é esclarecido quem não quer", responde o talhante do Bolhão, interlocutor privilegiado entre os holandeses da TCN e a Câmara do Porto.

    "Ó freguês, venha cá ver os morangos", repetia, ontem, a cada passeante do velho espaço, a vendedeira de frutas, aos poucos clientes em tarde soalheira. "O negócio vai mau. Temos de fazer pela vida", diz, perante alguns estrangeiros de máquina digital na mão e outra gente a espreitar tanta degradação, abandono, sucessivas incúrias.

    Enquanto fala, ouvem-se descontentamentos, amarguras. "As pessoas andam angustiadas, desconfiadas, inseguras. Sabem uma coisa trabalharam aqui uma vida inteira e não sabem nada sobre o seu futuro", insiste Hélder Francisco, não sem antes apontar "uma mão cheia de contradições" nas palavras do presidente da associação. "Dantes, em 2005, falava em defesa do património do Bolhão e, hoje, nada diz sobre a sua destruição. Desde Dezembro do ano passado que as negociações com a TCN passaram ao lado da maioria dos comerciantes. É tudo muito secreto", afiança.

    Fernando Pinto, sócio-gerente de um café virado para a Rua Formosa, também "estranha" o facto do presidente da associação [Alcino Sousa] não estar ao lado de quem tenta defender a alma do Bolhão "Dá a ideia de querer calar as vozes discordantes. Em democracia, é intolerável".

    O mesmo sentimento manifestou, ao JN, Aurora Barros, comerciante de frutas. De "pin" ao peito com as letras "O Bolhão é do Porto/ Não o deixem destruir", soltou a língua "Estou preocupada. Falta diálogo, esclarecimento, informação", concorda. "Está tudo na gaveta de uma só pessoa. Se alguém discorda da maneira como as coisas correm, chovem ameaças. Andam por aí a dizer que o caso vai ser entregue aos tribunais. Tenho a consciência tranquila", avisa Graça Santos, vendedeira de peixe.

    No sector das frutas, partilham-se as mesmas críticas "Ouço falar de obras, mas a associação pouco informa. O mercado faz parte da minha vida. Foi aqui que ajudei a criar os meus filhos", lembra Amélia da Silva Malheiro, 75 anos, a vender flores aos fregueses do Bolhão.

    Ao JN, o comerciante de carnes Alcino Sousa descarta-se das críticas "Estou à frente da associação há nove anos. No passado, tentei fazer vários acordos, mas sempre existiu desinteresse. Só agora há contestação. Não percebo as insinuações que estão a fazer", resume, sem antes afirmar querer "colocar tudo em pratos limpos" na assembleia- -geral, marcada para o próximo dia 23, na Junta de Freguesia de Santo Ildefonso.

in JN


Publicado por piriloni às 14:06
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Somos quatro jovens estudantes pertencentes á escola secundária do Padrão da Légua. O grupo formou-se dentro das aulas de Área de Projecto e rapidamente tanto o tema como o nome do grupo surgiram espontaneamente. O nome do nosso grupo "Piriloni" surgiu de uma brincadeira em que juntamos iniciais dos membros do grupo. Criamos um nome sonante, marcante e divertido.

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