Sexta-feira, 4 de Abril de 2008

Antigo directordo IPPAR diz que lei protege Bolhão

Mercado do Bolhão terá de respeitar alma e vivência para manter classificação como património do IPPAR

 

Carla Soares

 

 

    Lino Tavares, arqueólogo há 30 anos e antigo director do Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR), destacou, ontem, que a classificação do Mercado do Bolhão é um "elemento legal" que o protege e que o modelo a adoptar terá que respeitar a "alma" e "vivência" daquele espaço.

    "Estamos perante uma situação que, a ser verdade, nos envergonhará a todos no Mundo", atirou Lino Tavares, num debate organizado pela Plataforma de Intervenção Cívica do Porto, que se centrou no Bolhão e no projecto de reabilitação aprovado pela Câmara e o IPPAR há uma década. "É impossível abordar a peça classificada diminuindo ou excluindo a sua vivência do quotidiano", defendeu, ainda, abordando, de modo mais geral, as questões do património humano e arquitectónico. Além disso, notou no debate sobre o Mercado do Bolhão, "só se acrescenta valor se não se tirar a alma". De resto, é uma questão de "bom senso", uma vez que se trata de um património que, ao ser qualificado, "tem que ser respeitado".

    "O que temos sentido é que, na maior parte das vezes, a abordagem é feita sem conhecimento profundo do valor em causa. Julgo ser este o caso", acrescentou.

    O arqueólogo aproveitou para criticar o que diz ser "uma lógica não de requalificação mas de deitar abaixo e fazer outra vez". E deu o exemplo do Palácio de Cristal que "perdemos".

    Por sua vez, o arquitecto Joaquim Massena falou do seu projecto de reabilitação, apresentado à cidade em 1998, enumerando também os aspectos humanos. Começou por recordar que, quando em 1996 iniciou o projecto, o Bolhão não estava ainda classificado, o que apenas acontecera um ano depois. Questionado pela moderadora sobre o receio da estrutura ruir, o arquitecto recusou fazer "futurologia", destacando apenas "as anomalias de base" e "problemas de fundação". "Ninguém, de verdade, poderá dizer que o Mercado vai ruir", frisou. E os andaimes "pouco estão a fazer" para além de "criar dificuldades às pessoas na comercialização". As anomalias, defendeu, "têm de se corrigidas", com introdução de novos elementos e melhoria do modo de produção e comercialização.

    O arquitecto Manuel Correia Fernandes destacou, por sua vez, a importância do Mercado para se voltar a introduzir no Porto os valores humanos e se conseguir manter a ligação à terra, numa época de regresso generalizado aos centros das cidades.

in JN


Publicado por piriloni às 21:39
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Piriloni!!

Pesquisar neste blog

 

Maio 2008

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9

11
12
13
14
15
16
17

18
19
20
21
22
23
24

25
27
29
30
31


Posts recentes

Video de apresentação do ...

Tabela da análise compara...

10/05/08

Cordão Humano!

Pela voz de um estrangeir...

No Bolhão, a luta faz-se ...

TCN Portugal substituiu J...

TCN volta a desafiar Joaq...

Relatório sobre o Bolhão ...

Movimento defende referen...

Visitas!

Contador de acessos
Contador de acessos

Links úteis!

www.esec-padrao-legua.rcts.pt manifestobolhao.blogspot.com portovivosru.pt/ cidadescriativas.blogs.sapo.pt/ www.ua.pt/csjp/cidadescriativas/ www.cm-porto.pt

Arquivos

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

O nosso grupo!!

Somos quatro jovens estudantes pertencentes á escola secundária do Padrão da Légua. O grupo formou-se dentro das aulas de Área de Projecto e rapidamente tanto o tema como o nome do grupo surgiram espontaneamente. O nome do nosso grupo "Piriloni" surgiu de uma brincadeira em que juntamos iniciais dos membros do grupo. Criamos um nome sonante, marcante e divertido.

Subscrever feeds