Sábado, 15 de Março de 2008

Mercado de Afectos

O nome do mercado é Bolhão, porque nasceu num local onde havia muitos lameiros, formando uma grande bolha. O lugar não engana, é uma praça comercial, a maior e a maistípica da cidade do Porto. Os produtos são frescos e estão expostos em bancadas, num percurso que é uma autêntica tentação aos sentidos. Os comerciantes “chamam” os potenciais clientes com palavras carinhosas, o que resulta sempre, nem que seja para conversar um pouco.
 
 
 
Vir ao Porto sem passar pelo mercado Bolhão é como ir a Paris sem visitar a torre Eiffel. Este edifício oitocentista é um dos ex-libris da cidade, mantendo ainda hoje o ambiente de proximidade e envolvimento típico de uma feira. Os vendedores chamam os clientes com palavras de afecto como “amor” e “querida”, prontos a mostrarem os seus produtos.
Há muitas pessoas que, mesmo morando na periferia, vêm ainda hoje a este mercado fazer as suas compras. E um pouco de tudo se encontra no Bolhão, desde carne, flores, fruta, legumes, peixe, salsicharia, até roupa e restaurantes. O horário de funcionamento é de segunda a sexta-feira das 7h00 às 17h00 e aos sábados das 7h às 13h. A alegria e boa disposição imperam num espaço comercial que já viveu melhores dias. O edifício tem sinais visíveis de degradação a nível exterior e interior, mas os seus comerciantes têm esperança que melhores dias virão. As pessoas sentem-se unidas ao Bolhão como se de uma família se tratasse. Aliás se se perguntar a algum dos vendedores o que tem de melhor este mercado, referem que são as pessoas. Paula Viana, há vinte e dois anos neste mercado, refere que o melhor é o “convívio com os clientes; isto é diferente de trabalhar noutro lado”.
 
Maria Olinda Pinto, que praticamente nasceu no Bolhão, diz que se dão todos bem. “Às vezes há discussões, mas depois fazemos as pazes e volta tudo ao normal. É natural que haja barulho num mercado”, refere. Desde criança que conhece este mercado, onde a mãe tinha um talho. Seguiu as pisadas da progenitora e deu continuidade ao negócio. E o que é que distingue o Bolhão? Na sua opinião, os produtos são mais frescos, desde as hortaliças que vêm directamente do agricultor, às frutas e carnes que são de Armamar. “O cliente que nos procura, conhece-nos, sabe o nosso nome. Sabemos o tipo de produto que o cliente gosta”, salienta.
 
Actualmente o número de fregueses é menor do que no passado e em muito terá contribuído o aparecimento de grandes superfícies. Antigamente os clientes às sete horas já estavam a entrar no mercado, afirma Fernanda Sousa, que é aqui comerciante há sessenta anos. Recorda que se passava com muita dificuldade nos corredores dada a afluência. Hoje a realidade é bem diferente. Todos se queixam do mesmo, que o mercado precisa de obras para recuperar a vivacidade do passado e de que muito ajudaria para atrair mais clientela, nomeadamente os mais jovens, a criação de um parque de estacionamento. À espera de melhores dias, os comerciantes do Bolhão vão mantendo a sua rotina diária.
in "Ex-líbris"

Publicado por piriloni às 15:10
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Somos quatro jovens estudantes pertencentes á escola secundária do Padrão da Légua. O grupo formou-se dentro das aulas de Área de Projecto e rapidamente tanto o tema como o nome do grupo surgiram espontaneamente. O nome do nosso grupo "Piriloni" surgiu de uma brincadeira em que juntamos iniciais dos membros do grupo. Criamos um nome sonante, marcante e divertido.

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