Terça-feira, 11 de Março de 2008

Entrevista a Joaquim Massena (JN)

"A Câmara teve uma atitude provinciana"

 

 


- Fez um projecto de reabilitação para o mercado do Bolhão há 15 anos e que foi considerado de excelência. Hoje é apenas um projecto que foi feito. Porquê?

Eu compreendo a pergunta, mas a resposta só pode ser dada pelo actual presidente da Câmara do Porto, Rui Rio. Em todo o caso, classifico a atitude da Câmara como provinciana. Fernando Pessoa diz que o "nosso escol político não tem ideias sobre política e as que tem sobre política são servilmente plagiadas do estrangeiro, aceites não porque sejam boas, mas porque são francesas, ou russas, ou o que quer que seja". O poeta tem razão.


- Mas por que o projecto não avançou?


Não faço ideia [pausa]. Sei uma coisa o projecto foi objecto de um concurso público e distinguido. Mais ainda: o mercado do Bolhão foi classificado como patrimómio de interesse público. O edital 10/97 retira dúvidas.


- E existia sintonia entre o programa e a envolvente urbana ao Bolhão?

Sim, cheguei a participar numa reunião com a Metro do Porto e tudo ter ficado compatibilizado para a obra avançar. Há dois anos, quando a Câmara do Porto, tentou fechar o mercado fiz a entrega simbólica do projecto à cidade.


- Foi um acto de indignação?


Foi. Estamos a falar de um projecto pronto, pago [custou cerca de 12, 5 milhões] de euros] e votado ao desprezo.


- Como vê a decisão da Câmara do Porto?


Não quero adjectivar. A cidade já percebeu o acto bárbaro e vergonhoso que foi praticado contra um dos mais emblemáticos edifícios da cidade, construído durante a I Guerra Mundial. Agora, querem mudar radicalmente a sua face.


- Antevê o mercado do Bolhão transformado em mais um centro comercial no centro da cidade?


Sim, vamos ter mais um centro comercial. Não tenho dúvidas de que vão descaracterizar este edifício marcante da cidade. O perfil longitudinal aponta para a ocupação integral desde o rés-do-chão até às galerias. Vai ser tudo coberto e nada restará do passado. O interior será todo demolido para dar lugar a cobertura de lajes e betão armado.


- Portanto, só irá ficar a fachada para turista ver?


Exactamente.


- Estamos perante um atentado ao património?


Não tenho dúvidas.

Fonte: Jornal de Noticias


Publicado por piriloni às 21:10
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Somos quatro jovens estudantes pertencentes á escola secundária do Padrão da Légua. O grupo formou-se dentro das aulas de Área de Projecto e rapidamente tanto o tema como o nome do grupo surgiram espontaneamente. O nome do nosso grupo "Piriloni" surgiu de uma brincadeira em que juntamos iniciais dos membros do grupo. Criamos um nome sonante, marcante e divertido.

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