Quarta-feira, 5 de Março de 2008

Público (Notícias de interesse)

TCN promete demonstrar que não vai "demolir" Mercado do Bolhão

 

05.03.2008, Álvaro Vieira e Patrícia Carvalho

 

 

Empresa e Câmara do Porto rejeitam ideia de que a intervenção vá manter apenas as fachadas do imóvel classificado. Reuniões com Igespar começaram

 

 

  • O director de operações da TCN, Pedro Neves, declarou ontem ao PÚBLICO que a empresa - a que a Câmara do Porto decidiu concessionar a reabilitação e exploração do Mercado do Bolhão por 50 anos - vai demonstrar em breve que a sua proposta de intervenção não passa pela demolição do interior do mercado. "Pedi aos nossos arquitectos para fazerem uma espécie de desenho animado e uma maqueta onde se possam pôr e desmontar elementos para as pessoas compreenderem o que vai ser feito", disse Pedro Neves. "Aí já veremos como será a relação das lojas do exterior com o interior, como funciona a habitação e confirmar que o mercado de tradicional se mantém, o que é uma questão de princípio", precisou.
    "Não devemos brincar com as palavras", protestou o responsável, aludindo aos contestários da concessão e promotores da petição "contra a demolição do mercado do Bolhão" que reuniu 50 mil subscritores e foi entregue na semana passada no Parlamento. Pedro Neves explica que, quando falou da "demolição do interior", pretendia significar que alguns elementos seriam "removidos e repostos" - ou, quando muito, substituídos por outros com a mesma função, como sucederá com a escadaria - e que a TCN nunca pretendeu manter apenas as fachadas do edifício classificado. De resto, sublinha, até o projecto do arquitecto de Joaquim Massena de 1998 - preterido pela câmara actual e defendido pelos contestatários da concessão à TCN - implicava "demolição" no interior. "Se não, como ia fazer a cave [para estacionamento]?", argumenta Pedro Neves.
    O director de operações da multinacional confirmou ter convidado Joaquim Massena para trabalhar com a TCN em Julho passado, dado o conhecimento do arquitecto do Mercado do Bolhão. E acrescenta que, então, o arquitecto - hoje uma dos rostos da contestação ao plano da TCN - não lhe deu uma resposta categórica em nenhum sentido. Pedro Neves comenta ainda que o concurso público lançado pela câmara para o Bolhão foi um concurso de promotores, e não apenas de arquitectos, para reabilitar e gerir o mercado. Se o projecto de Massena assentava num modelo de negócio sustentável, porque não surgiu a concurso?, questiona.
    Ontem, à margem da reunião semanal do executivo, o vereador do Urbanismo, Lino Ferreira, revelou que a autarquia e o Igespar se reuniram, na semana passada, para "uma primeira trocar de impressões" sobre o futuro do Bolhão. "Estamos a construir um projecto conjunto, com inputs das entidades responsáveis pelo licenciamento [a autarquia e o Igespar]. A forma como está a ser desenvolvido é uma garantia de que não será reprovado", confirmou ontem Lino Ferreira. Pedro Neves, da TCN, já adiantara ao PÚBLICO, o Igespar deverá acompanhar o desenvolvimento do projecto a par e passo. Questionado se as obras avançam, como previsto, até final de Junho, Lino Ferreira afirmou: "Admito que sim, apesar de ainda ser cedo para poder dizê-lo."
    De acordo com o vereador, a TCN irá preparar as instalações provisórias para os comerciantes, que deverão ficar no Campo 24 de Agosto. Mas ainda não é claro se o parque de estacionamento do local continuará a funcionar, numa área mais reduzida. "É preciso deixar os comerciantes e a TCN discutir serenamente. A câmara está atenta mas não pode estar sempre a intrometer-se", defendeu.
    A TCN mantém o objectivo de concluir a remodelação do Mercado do Bolhão antes do Natal de 2009 .
     in Jornal Público
    Massena pede "lisura" a Rio e diz que recusou convite da TCN para fazer novo projecto para o Bolhão

     

    03.03.2008, Álvaro Vieira

     

     

    Presidente da câmara disse não compreender como é que o arquitecto podia receber "300 mil contos" por um projecto e andar em "manifestações de esquerda"

     

     

    A Autor do projecto de reabilitação do Mercado do Bolhão de 1998, abandonado pelo actual executivo municipal, o arquitecto Joaquim Massena ficou "indignado" com a entrevista que o presidente da Câmara do Porto deu na sexta-feira à TSF. Rui Rio declarou que Massena recebeu "300 mil contos, no tempo do PS" pelo projecto de reabilitação do Bolhão. "Depois, anda em manifestações de esquerda!", acrescentou o autarca.
    Joaquim Massena acusa Rui Rio de tentar desacreditá-lo por via dos honorários recebidos, que não foram aqueles, e pede-lhe "lisura", sublinhando que, se o seu interesse pelo Mercado do Bolhão fosse de natureza financeira, não teria recusado o convite da TramCroNe (TCN) para fazer o projecto de execução da reconversão do mercado que a autarquia decidiu concessionar por 50 anos.
    Contactado pelo PÚBLICO, o arquitecto precisou que a quantia que recebeu pela liderança da equipa de "mais de 25 pessoas" de diferentes especialidades, que consigo trabalhou "durante dois anos" no projecto de 1998, foi, na verdade, 192.836 mil contos. Vinca que essa verba não resultou de qualquer negociação, mas da mera aplicação da portaria que rege o cálculo de honorários de obras de concepção e que o contrato não foi celebrado com "o PS", mas sim com a Câmara Municipal do Porto, na sequência de concurso público internacional em que participaram 52 arquitectos.
    Massena sublinha ainda que, quando assumiu o projecto, estava prevista uma verba de 4 milhões de contos para obras de consolidação e que, por ter constatado que o edifício não estava numa situação periclitante como se suponha, propôs obras de apenas 2,5 milhões para aquele fim. O arquitecto revela que, em 2001, num mês que não soube precisar, foi sondado para assumir uma assessoria na câmara relacionada com a remodelação do Mercado do Bolhão e que recusou, explicando que o seu projecto estava concluído e que, como autor, estaria sempre disponível para prestar qualquer apoio sem remuneração suplementar.
    Massena disse que também recusou o convite que o responsável da TCN, Pedro Neves- que o PÚBLICO tentou ouvir -, lhe formulou, em Julho passado, para fazer o projecto de execução da remodelação do mercado preconizada pela multinacional. Joaquim Massena pede ainda uma "linguagem de verdade" a Rui Rio, referindo-se à afirmação reiterada do autarca de que o Bolhão não será demolido. "Pedro Neves da TCN diz que a demolição do interior é inevitável. A TCN quer construir três lajes no interior do Bolhão", argumenta.
    in Jornal Público

Publicado por piriloni às 14:46
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Somos quatro jovens estudantes pertencentes á escola secundária do Padrão da Légua. O grupo formou-se dentro das aulas de Área de Projecto e rapidamente tanto o tema como o nome do grupo surgiram espontaneamente. O nome do nosso grupo "Piriloni" surgiu de uma brincadeira em que juntamos iniciais dos membros do grupo. Criamos um nome sonante, marcante e divertido.

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