Sexta-feira, 28 de Março de 2008

Participem no debate sobre esta Causa! Hoje, conferência de impresa dos movimentos

A todos aos que surga interesse por esta causa!! Marquem presença

A Plataforma de Intervenção Cívica do Porto, vai inaugurar hoje, no Orfeão do Porto, na Praça da Batalha, dia 28 de Março pelas 18:30H-20:00H, uma Exposição sobre o percurso do Mercado do Bolhão, onde inclui o projecto de reabilitação de 1998 do arquitecto Joaquim Massena, aprovado pela Câmara do Porto, IPPAR e todas as entidades, seguindo-se um ciclo de debates nas próximas quintas feiras, dias 3 de abril e 10 de abril, no mesmo local. O ciclo de conferências, nas quintas feiras consequentes, contará com a presença de personalidades ligadas à vida Social, Cultural e Económica, do País e do Mundo. Oportunamente divulgaremos os respectivos convidados.


 

Fonte: http://manifestobolhao.blogspot.com

Vamos dar voz ao Bolhão.

Publicado por piriloni às 13:00
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos
Quarta-feira, 19 de Março de 2008

Projecto "não respeita o património nem as pessoas" – Plataforma Cívica

Porto, 17 de Março (Lusa)  
 
A Plataforma Cívica do Porto disse hoje ao CDS-PP que o projecto aprovado pela Câmara Municipal do Porto para o Mercado do Bolhão "não respeita o património nem as pessoas que lá estão". 
          
 
Esta opinião foi transmitida durante um encontro com dois deputados daquele partido na Assembleia Municipal, Miguel Barbosa e Alexandra Coutinho, que estavam acompanhados por dois dirigentes da respectiva Concelhia.
 
Ernesto Silva, da Plataforma, disse à Agência Lusa que foi entregue um memorando aos representantes do CDS, no qual aquela entidade exprime as suas "preocupações" face ao futuro do velho mercado portuense.
 
Tais preocupações prendem-se com a anunciada "demolição" do interior do Bolhão, para dar lugar a "uma superfície comercial", e ainda com o facto de os actuais comerciantes não terem "nada garantido para o futuro".
 
A Plataforma entende que o projecto, que foi aprovado com o voto do CDS-PP, "não defende o interesse público", muito embora reconheça que "o mercado precisa de obras", tendo em conta o estado de degradação a que chegou.
 
Segundo Ernesto Silva, os deputados populares prometeram transmitir estas preocupações aos seus vereadores no executivo municipal presidido por Rui Rio e também à direcção do seu partido.
 
O responsável observou ainda que o projecto aprovado pela autarquia para a renovação do Bolhão, da autoria da empresa holandesa Tramcrone, é "obsoleto" e acrescentou que "a Câmara de Nova Iorque aprovou 45 mercados para venda de produtos semelhantes" aos que hoje podem ser encontrados no Bolhão.
 
A Plataforma considera ainda que o projecto da Tramcrone "é para matar o Bolhão" e vai provocar um "aumento dos consumos de água e energia", contrariando, na sua opinião, as preocupações que hoje existem nesse domínio.
 
Os deputados municipais CDS-PP foram os primeiros a receber a Plataforma Cívica do Porto que, a 10 de Março, tinha pedido encontros com todas as forças partidárias representadas na Assembleia Municipal do Porto.
 
Ernesto Silva, entretanto, revelou que já têm uma audiência marcada com o PS e o PCP na Assembleia da República, em Lisboa, a 25 de Março.
 
 
Lusa/fim

Publicado por piriloni às 14:55
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos
Sábado, 15 de Março de 2008

Mercado de Afectos

O nome do mercado é Bolhão, porque nasceu num local onde havia muitos lameiros, formando uma grande bolha. O lugar não engana, é uma praça comercial, a maior e a maistípica da cidade do Porto. Os produtos são frescos e estão expostos em bancadas, num percurso que é uma autêntica tentação aos sentidos. Os comerciantes “chamam” os potenciais clientes com palavras carinhosas, o que resulta sempre, nem que seja para conversar um pouco.
 
 
 
Vir ao Porto sem passar pelo mercado Bolhão é como ir a Paris sem visitar a torre Eiffel. Este edifício oitocentista é um dos ex-libris da cidade, mantendo ainda hoje o ambiente de proximidade e envolvimento típico de uma feira. Os vendedores chamam os clientes com palavras de afecto como “amor” e “querida”, prontos a mostrarem os seus produtos.
Há muitas pessoas que, mesmo morando na periferia, vêm ainda hoje a este mercado fazer as suas compras. E um pouco de tudo se encontra no Bolhão, desde carne, flores, fruta, legumes, peixe, salsicharia, até roupa e restaurantes. O horário de funcionamento é de segunda a sexta-feira das 7h00 às 17h00 e aos sábados das 7h às 13h. A alegria e boa disposição imperam num espaço comercial que já viveu melhores dias. O edifício tem sinais visíveis de degradação a nível exterior e interior, mas os seus comerciantes têm esperança que melhores dias virão. As pessoas sentem-se unidas ao Bolhão como se de uma família se tratasse. Aliás se se perguntar a algum dos vendedores o que tem de melhor este mercado, referem que são as pessoas. Paula Viana, há vinte e dois anos neste mercado, refere que o melhor é o “convívio com os clientes; isto é diferente de trabalhar noutro lado”.
 
Maria Olinda Pinto, que praticamente nasceu no Bolhão, diz que se dão todos bem. “Às vezes há discussões, mas depois fazemos as pazes e volta tudo ao normal. É natural que haja barulho num mercado”, refere. Desde criança que conhece este mercado, onde a mãe tinha um talho. Seguiu as pisadas da progenitora e deu continuidade ao negócio. E o que é que distingue o Bolhão? Na sua opinião, os produtos são mais frescos, desde as hortaliças que vêm directamente do agricultor, às frutas e carnes que são de Armamar. “O cliente que nos procura, conhece-nos, sabe o nosso nome. Sabemos o tipo de produto que o cliente gosta”, salienta.
 
Actualmente o número de fregueses é menor do que no passado e em muito terá contribuído o aparecimento de grandes superfícies. Antigamente os clientes às sete horas já estavam a entrar no mercado, afirma Fernanda Sousa, que é aqui comerciante há sessenta anos. Recorda que se passava com muita dificuldade nos corredores dada a afluência. Hoje a realidade é bem diferente. Todos se queixam do mesmo, que o mercado precisa de obras para recuperar a vivacidade do passado e de que muito ajudaria para atrair mais clientela, nomeadamente os mais jovens, a criação de um parque de estacionamento. À espera de melhores dias, os comerciantes do Bolhão vão mantendo a sua rotina diária.
in "Ex-líbris"

Publicado por piriloni às 15:10
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos
Sexta-feira, 14 de Março de 2008

As Mulheres do Bolhão!!

Já não amanheceram sorrisos no rosto de Mónica. Desapareceu o sol do olhar de Alice. Esmoreceram as palavras na boca de Mariazinha. Estão tristes, as mulheres do Bolhão. Receiam ver a Alma do Porto – O seu mercado – transformado em centro comercial. Ainda assim, não desistem das gargalhadas, do amor oferecido aos bocados na passagem de cada cliente, da linguagem colorida feita de excessos. (…)

 

Não se calam. Nunca. Mas estão tristes, as mulheres do Bolhão!

 

 

 

Olga Resende (Olguinha), 72anos:

Florista

 

“ (…) Vim para o Bolhão com três dias (…) Antigamente não tínhamos barracas. Vendíamos no chão. À sexta-feira e ao Sábado era tanta gente que andava tudo aos encontrões. Fazíamos muitas amizades. Éramos um por todos, todos por um. Estão aqui raparigas que hoje têm quarenta anos e vieram para cá com oito ou dez anos (…) Gosto muito disto, À segunda não venho, mas estou sempre ansiosa por vir. O bolhão para mim é tudo. Aqui cresci, aqui fui criada. Aqui envelheci. Se isto fechasse seria um grande desgosto. Já chorei muito por causa do que querem fazer (…)”

Maria da Conceição Santos (Mariazinha das Sócias), 67anos:

 Vendedora de Legumes

 

“ (…) As pessoas sabem onde se vendem as coisas boas. Nos Natais é no Bolhão que procuram os bons grelos e o cabrito. Não vou tapar o sol com a peneira. (…) Tive dias muito felizes aqui. Eu dava mais para teatro do que para estar a vender. Sou mesmo do Bolhão. Sou uma rapariga do Norte. Somos muito para a frente e muito caralheiras. Agora o que me vale é o “Xanax”. (…) Antigamente ganhava-se tostões, mas com alegria. Agora anda tudo triste. Vim para cá no ventre da minha mãe. O bolhão sempre fez parte de mim (…) Não sei que futuro vaio ser o nosso. Ainda tenho genica para dar e vende. Nunca imaginei ver o Bolhão como esta agora (…)” 

 

Andraína Sousa, 83 anos:

Vendedora de cereais:

“ (…) Estou aqui há 46 anos. O Bolhão já na altura era isto que se vê. Nunca teve obras. O estilo era o mesmo. Quando vim para cá era preciso ter duas ou três pessoas a servir os clientes. Por vezes nem tínhamos tempo para almoçar. Era um negócio que dava gosto. Aqui me governei e formei a minha filha. Nunca a pus a vender no Bolhão. Formou-se em História. (…) Não acredito que isto vá acabar. Ainda não fomos informados de nada pela câmara, que é o nosso senhorio. Temos casos de avós, filhas e netos a trabalhar no Bolhão. (…) “

 

 

 

 

Alice Ferreira, 57 anos:

Peixeira

 

“ (…) Estou no Bolhão há 41 anos. Aqui trabalhei, namorei e casei. O meu primeiro emprego foi aos nove anos, em bolsas de prata (…) Antigamente isto era muito bonito. As barracas estavam todas ocupadas. De manha cedo vinham os homens descarregar o peixe e a fruta. Os frangos vinham em jaulas e matavam-se aqui. À tarde vinha a faneca da linha e o camarão. Vendíamos até ás cinco ou seis da tarde. Há uns anos para cá começámos a sentir a quebra. O Porto está cheio de hipermercados. São centros comerciais a mais. Os nossos fregueses nunca nos trocam. Temos gente que vem cá há anos e alguns são de longe, mas tem confiança no que vem encontrar aqui. O dia-a-dia agora é mais calmo. É costume aí pelas sete da manha, termos logo os chineses para ver o mercado. Eles gostam de nós, metemo-nos muito com eles. ”

 

Maria Fernando Sousa (Fernandinha), 75 anos:

Vendedora de Feijão:

“ Estou na barraca à 40 anos. Antes estava lá fora, á chuva e ao sol. Agora, se me tirarem isto, tiram-me a vida. Em Agosto parti um perna e pelo Natal já cá estava a trabalhar. O negócio da Fernandinha nunca fechou. As da frente abriam-me isto porque há aqui muitas amizades e gente muito séria. Comecei a vender à 62 anos. Eu não queria. Chorei, porque preferia ir para a fábrica. O povo do Porto andava comos olhos fechados. Vêm aqui muitos estrangeiros. Adoram isto. A minha cara deve andar por todo o lado. China, Inglaterra, sei lá. Às vezes mandam-nos fotos pelo correio (…) Sair do Bolhão é o meu maior desgosto (…) A minha filha diz que quando estou aqui nunca estou doente, em casa dói-me tudo

 

 

Mónica Moreira, 31 anos:

Florista

 

“ (…) Se isto fechar, há muita gente que vai sentir a falta. Ajudamos muita gente e damos de tudo a várias instituições de caridade. (…) Vim para cá há 16 anos. Como eu, há muita gente nova no Bolhão. Tenho dois filhos, um com dois anos e meio e outro com dois meses. São criados aqui. É um ambiente saudável para eles crescerem. Passei aqui a gravidez toda. Rebentaram-me as águas e fui daqui direita para a maternidade. Sou nova, podia optar por outras coisas, mas prefiro estar no mercado. Ás vezes diz-se que as mulheres daqui são muito descaradas. O Bolhão é isso. Faz parte da nossa cultura (…)”

 

 

 (imagens retiradas da Revista Única)

 

 

A Olguinha, a Mariazinha, a Alice, a Andraína, a Fernandinha e a Mónica não cabem em espaços fechados…são mulheres com demasiada alma para serem colocadas numa espécie de vitrinas, onde se mostrará como era o mercado antigamente.


Publicado por piriloni às 22:54
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos
Quarta-feira, 12 de Março de 2008

'O BOLHÃO É NOSSO'

 O Bolhão é nosso :

 

http://www.youtube.com/watch?v=gBPHkN2PxNk

 

 

Fonte : youtube.com

 

 

Outros vídeos sobre o movimento em :

Reunião, dia 11 de Março 2008 : http://sic.sapo.pt/online/scripts/2007/VideoPopup.aspx?videoId={33B33A7E-B8C9-4FAB-B5BC-A65C5EAD4BD0} 

 

Apagão , dia 10 de Março 2008 :

http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=332292&tema=27


Publicado por piriloni às 16:27
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Joaquim Massena (Agradecimento)

No passado dia 10 de Março tivemos o prazer e a satisfação de ser recebidas pelo arquitecto Joaquim Massena.

A primeira abordagem ao arquitecto, foi via e-mail, ao qual recebemos resposta breve; desse contacto surgiu o convite de visitarmos o seu Atelier para esclarecimento de algumas dúvidas sobre o seu projecto.

Fomos recebidas da melhor forma, com muita simpatia e atenção por parte de Joaquim Massena. Este, apoiante de todos os esforços dos estudantes, esclareceu-nos alguns pormenores importantes sobre o seu projecto; mostrou-nos plantas e alguns pontos do seu projecto.

No final da entrevista/ demonstração possibilitou-nos uma visita guiada pelo seu Atelier (situado na zona Histórica do Porto), provando que é possível alterar sem destruir património degradado.

Agradecemos a disponibilidade e todo o interesse depositado, assim como os vários contactos fornecidos, o material disponibilizado e algumas actividades do movimento Bolhão.

 

Agradecimentos também a: Diogo Massena

 

 


Publicado por piriloni às 14:35
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Tabela de informações (TCN; Joaquim Massena; Porto Vivo)

Objectivos dos Concursos lançados em 1992 e 2006
Joaquim Massena
TCN
 
* Manter o Património e as suas estruturas compositoras e de acessibilidade;  
* Reequacionar os espaços perdidos; 
* Acrescentar as infra-estruturas; 
* Evitar, com a construção, que os comerciantes e os seus utilizadores perdessem o hábito de o utilizar; 
* Respeitar as características arquitectónicas do espaço e manter a actividade comercial de venda de produtos frescos, previsto para o piso inferior designado por terrado, devendo ser mantida uma área equivalente ou superior à actualmente existente destinada a mercado tradicional.
 
* Aprovado em 1998 pela Câmara; 
* Mantém, o Mercado como símbolo do Comercio Tradicional; 
* Mantém, as características funcionais de Praça Aberta com abrigos pontuais em cada espaço; 
* Mantém, a galeria existente para o sector de restauração alimentar, apelativa e representativa da gastronomia da Região com esplanada coberta e do meio restante a galeria daria apoio a um sector de comércio livre, não alimentar, onde nas paredes envolventes seriam colocados os painéis alegóricos; 
* Acrescenta a galeria intermédia (por razões estruturais e de estabilização das paredes periféricas), para espaços comerciais, não alimentares, representativos da Região; 
* Mantém, o Terrado (Praça) com a mesma composição funcional, recuperando todo o edificado, para a venda de produtos alimentares sazonais na zona central e na lateral para produtos alimentares perecíveis com exigência de rede de frio; 
* Acrescenta, as infra-estruturas que serão realizadas de novo, tanto para as lojas do interior como para as do exterior do Mercado; 
* Recupera, no exterior as caixilharias serão colocadas com igual desenho e execução às originais, com as devidas correcções e adaptações às exigências funcionais do Comércio (iguais à aplicada na Relojoaria Mendonça, a qual cumpriu o Projecto de Reabilitação);
 
* Retira, todos os equipamentos das fachadas; 
Acrescenta, elevadores e escadas rolantes para uma cómoda mobilidade dos Visitantes e Comerciantes; 
* Acrescenta, na galeria um painel pictórico alegórico às actividades; - agrícola, vinícola com especial referencia ao vinho do Porto, navegação e mercantilismo e à terciarização de uma forma geral; 
* Acrescenta, a placa de identificação das respectivas actividades e de referencia à loja; 
* Acrescenta, em cave e sub-cave, um parque de estacionamento para o visitantes e residentes e armazéns com câmara de frio para armazenamento dos produtos alimentares; 
* Na altura o custo era de 12,5 milhões de euros, um valor que teria de ser hoje actualizado, até porque seria para ser construído em articulação com as obras do Metro do Porto; 
* As obras demorariam dois anos.
 
* Aprovada em Dezembro de 2007 
* Novas lojas, habitação e restauração no antigo mercado tradicional; 
* Manter a traça original e partilhar a área comercial tradicional com novas lojas, cerda de metade das quais de cultura, lazer e restauração; 
* Construção de um supermercado; 
* A actividade do comércio tradicional ficará numa escala mais reduzida; 
* A zona destinada ao mercado de frescos ficará acomodada no segundo piso, contígua à futura praça de alimentação, com entrada pela Rua Fernandes Tomás; 
* Os pisos zero e um, ambos cobertos, vão receber lojas «âncora» e de conveniência; 
* Nos torreões do edifício, vão ser criadas pequenas habitações complementares ou serviços compatíveis, nomeadamente para utilização pelos comerciantes; 
* O espaço ficará a céu aberto, havendo contudo uma cobertura amovível para proteger clientes e funcionários nos dias de chuva; 
* O projecto também contempla a construção de dois pisos subterrâneos para cargas e descargas e estacionamento com capacidade para 216 automóveis; 
* As obras demorarão 2 anos.

Publicado por piriloni às 14:30
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos
Terça-feira, 11 de Março de 2008

Entrevista a Joaquim Massena (JN)

"A Câmara teve uma atitude provinciana"

 

 


- Fez um projecto de reabilitação para o mercado do Bolhão há 15 anos e que foi considerado de excelência. Hoje é apenas um projecto que foi feito. Porquê?

Eu compreendo a pergunta, mas a resposta só pode ser dada pelo actual presidente da Câmara do Porto, Rui Rio. Em todo o caso, classifico a atitude da Câmara como provinciana. Fernando Pessoa diz que o "nosso escol político não tem ideias sobre política e as que tem sobre política são servilmente plagiadas do estrangeiro, aceites não porque sejam boas, mas porque são francesas, ou russas, ou o que quer que seja". O poeta tem razão.


- Mas por que o projecto não avançou?


Não faço ideia [pausa]. Sei uma coisa o projecto foi objecto de um concurso público e distinguido. Mais ainda: o mercado do Bolhão foi classificado como patrimómio de interesse público. O edital 10/97 retira dúvidas.


- E existia sintonia entre o programa e a envolvente urbana ao Bolhão?

Sim, cheguei a participar numa reunião com a Metro do Porto e tudo ter ficado compatibilizado para a obra avançar. Há dois anos, quando a Câmara do Porto, tentou fechar o mercado fiz a entrega simbólica do projecto à cidade.


- Foi um acto de indignação?


Foi. Estamos a falar de um projecto pronto, pago [custou cerca de 12, 5 milhões] de euros] e votado ao desprezo.


- Como vê a decisão da Câmara do Porto?


Não quero adjectivar. A cidade já percebeu o acto bárbaro e vergonhoso que foi praticado contra um dos mais emblemáticos edifícios da cidade, construído durante a I Guerra Mundial. Agora, querem mudar radicalmente a sua face.


- Antevê o mercado do Bolhão transformado em mais um centro comercial no centro da cidade?


Sim, vamos ter mais um centro comercial. Não tenho dúvidas de que vão descaracterizar este edifício marcante da cidade. O perfil longitudinal aponta para a ocupação integral desde o rés-do-chão até às galerias. Vai ser tudo coberto e nada restará do passado. O interior será todo demolido para dar lugar a cobertura de lajes e betão armado.


- Portanto, só irá ficar a fachada para turista ver?


Exactamente.


- Estamos perante um atentado ao património?


Não tenho dúvidas.

Fonte: Jornal de Noticias


Publicado por piriloni às 21:10
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Nos estivemos lá!!

 

Nós estivemos lá!

Hoje dia 11 em frente ao RIVOLI, ás 18.00!        


Publicado por piriloni às 12:21
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos
Segunda-feira, 10 de Março de 2008

JUNTOS PELO BOLHÃO .

 

Amanhã, dia 11 de Março de 2008, vai ter lugar junto ao teatro municipal Rivoli da nossa cidade uma manifestação contra a demolição do Mercado do Bolhão. Juntos tentamos desta forma lutar pela preservação e reabilitação do Mercado, contrariando a sua demolição.

Junta-te a nós, pelas 18h00, nesta luta.


REABILITAÇÃO SIM ! DEMOLIÇÃO NÃO!


Publicado por piriloni às 23:20
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

Piriloni!!

Pesquisar neste blog

 

Maio 2008

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9

11
12
13
14
15
16
17

18
19
20
21
22
23
24

25
27
29
30
31


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Visitas!

Contador de acessos
Contador de acessos

Arquivos

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Links úteis!

www.esec-padrao-legua.rcts.pt manifestobolhao.blogspot.com portovivosru.pt/ cidadescriativas.blogs.sapo.pt/ www.ua.pt/csjp/cidadescriativas/ www.cm-porto.pt

Arquivos

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

O nosso grupo!!

Somos quatro jovens estudantes pertencentes á escola secundária do Padrão da Légua. O grupo formou-se dentro das aulas de Área de Projecto e rapidamente tanto o tema como o nome do grupo surgiram espontaneamente. O nome do nosso grupo "Piriloni" surgiu de uma brincadeira em que juntamos iniciais dos membros do grupo. Criamos um nome sonante, marcante e divertido.

Subscrever feeds